Rui Tavares e Paris
Paris é uma cidade mortalmente aborrecida. Isto não é uma opinião. Rua após rua, os mesmos prédios beige e amarelo deslavado. As famosas esplanadas todas com exactamente as mesmíssimas mesas e cadeiras. A grelha urbana pomposa e sem imaginação com que Haussmann matou a Paris antiga. Praticamente nada quebra aqueles quilómetros e quilómetros dos equivalentes arquitectónicos às rendinhas e folhinhos.
E quando quebra, vejamos o que se passa. Temos a Tour Montparnasse, um monolito tacanho. Temos o Arco do Triunfo, um bolo de casamento. Temos o Sacré Cœur, uma piroseira oitocentista (desculpa André) que dá para uma vista de terra-de-ninguém urbana coberta de smog (mil perdões).
Depois temos a Torre Eiffel, que merece um parágrafo à parte. [continua aqui]
Texto republicado em «Pobre e Mal Agradecido», da Tinta da China, 2006
E quando quebra, vejamos o que se passa. Temos a Tour Montparnasse, um monolito tacanho. Temos o Arco do Triunfo, um bolo de casamento. Temos o Sacré Cœur, uma piroseira oitocentista (desculpa André) que dá para uma vista de terra-de-ninguém urbana coberta de smog (mil perdões).
Depois temos a Torre Eiffel, que merece um parágrafo à parte. [continua aqui]
Texto republicado em «Pobre e Mal Agradecido», da Tinta da China, 2006
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