abrigos (3)
«Walter Benjamin foi o pensador da cidade, o escritor que a considerou o cerne de toda a reflexão sobre a História e sobre a cultura moderna. De um modo também pouco sistemático e fragmentário foi Roland Barthes, nomeadamente o Barthes das "Mitologias" quem, a partir dos ícones da cidade ("A Cheia não inundou Paris", "O Bife e as Batatas Fritas", "O Novo Citroen", "O Plástico", "No Music Hall", etc.), analisou o modo como a linguagem instituiu uma certa maneira de ser cosmopolita. De outra forma, numa escrita sempre passional, Marguerite Duras escreveu no Verão de 1980, para o jornal Libération, um conjunto de crónicas sobre episódios ocorridos em Paris durante um período específico de tempo. Sobre literatura e cidades seria aliás infindável a lista de relações e de obras escritas: de Cesário Verde a Italo Calvino, de Nelson Rodrigues a José Cardoso Pires.»
António Pinto Ribeiro, «abrigos - condições das cidades e energia da cultura», Cotovia, 2004.
António Pinto Ribeiro, «abrigos - condições das cidades e energia da cultura», Cotovia, 2004.
2:41 da tardeSempre um prazer...
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