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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Ecos na blogosfera

sexta-feira, abril 28, 2006
Três comentários agri-doces.

Jardim de Inverno, ontem

quinta-feira, abril 27, 2006


Nuno Costa Santos, Ferreira Fernandes, Rui Tavares, Nuno Artur Silva

Sem os nossos leitores não somos nada

quarta-feira, abril 26, 2006
Transcrição integral do e-mail que nos enviou o Pedro Vieira:

«caros amigos, a próxima sessão de cultura estúpido no são luiz é, como é habitual, nesta 4ª feira, última do mês? ou é só na 5ª feira? no vosso blogue, ali à barra da direita, diz-se que é no dia 27......... por forma a não ir em vão direito ao chiado queria saber qual é o dia certo, caso contrário terei de dirimir a minha previsível frustração na FNAC mais próxima, enleado por tralhas consumistas e consumíveis.

melhores cumprimentos,

pedro vieira»

O erro já foi corrigido. A sessão é hoje, dia 26. A FNAC pode ficar para outro dia.

É já amanhã

terça-feira, abril 25, 2006
Hora: 18h30
Local: Jardim de Inverno do Teatro São Luiz
Tema: o Futuro do Humor
Convidados: Rui Tavares e Ferreira Fernandes
Moderador: Nuno Costa Santos
Agente provocador: Nuno Artur Silva

Passem palavra.

25 de Abril

Um dos melhores sketches humorísticos a que me lembro de assistir na TV portuguesa passou no Herman Enciclopédia. Via-se um calendário na parede. Data: 25 de Abril. Depois, alguém arrancava a folha. Por baixo, a mesma data: 25 de Abril. Outra folha. E mais outra. E mais outra. Todas com o número 25. Por fim, a voz off (ou um lettering, já não tenho a certeza): 25 de Abril sempre.

[José Mário Silva]

Humor judaico

segunda-feira, abril 24, 2006
Há quem diga que o humor mais subtil e refinado é o judaico. Tire as teimas.

Tipos que nos dão vontade de rir mesmo quando não dizem nada



Woody Allen.

Transferências humorísticas na blogosfera

domingo, abril 23, 2006
Por exemplo, o moderador do debate da próxima quarta-feira, Nuno Costa Santos, escrevia melancomicamente aqui, mas entretanto fechou essa loja e voltou às origens, só ele sabe (quer dizer, ele mais os outros 13) até quando.

O humorista segundo Ambrose Bierce

sábado, abril 22, 2006
HUMORIST, n. A plague that would have softened down the hoar austerity of Pharaoh's heart and persuaded him to dismiss Israel with his best wishes, cat-quick.

A definição consta do famoso The Devil's Dictionary (recentemente editado em português, pela Tinta da China, com tradução de Rui Lopes e prefácio do "nosso" Pedro Mexia), trazendo como adenda uns quantos versos do poeta Alexander Poke:

Lo! the poor humorist, whose tortured mind
See jokes in crowds, though still to gloom inclined --
Whose simple appetite, untaught to stray,
His brains, renewed by night, consumes by day.
He thinks, admitted to an equal sty,
A graceful hog would bear his company.


Já a entrada sobre o riso diz o seguinte:

LAUGHTER, n. An interior convulsion, producing a distortion of the features and accompanied by inarticulate noises. It is infectious and, though intermittent, incurable. Liability to attacks of laughter is one of the characteristics distinguishing man from the animals -- these being not only inaccessible to the provocation of his example, but impregnable to the microbes having original jurisdiction in bestowal of the disease. Whether laughter could be imparted to animals by inoculation from the human patient is a question that has not been answered by experimentation.



Mais informação sobre Ambrose Bierce pode ser encontrada aqui, aqui, aqui e aqui.

Stand out comedy

sexta-feira, abril 21, 2006
Toda a gente anda a dizer o pior possível dos deputados da Nação por causa do famoso episódio da falta de quorum em véspera de ponte pascal. Magno engano. Ao contrário do que alguma imprensa maldosa insinuou, aquilo não foi um "atentado à Democracia", ou coisa parecida, mas antes um gag colectivo em que os nossos eleitos parodiaram os conhecidos vícios do povo que os elegeu: aproveitamento de todos os buracos da lei em proveito próprio, esperteza saloia/desenrascanço (aka capacidade de improviso), falta de pontualidade, absentismo, procrastinação, etc.
Era humor negro, talvez mesmo do mais negro (tendo em conta a imagem do poder político junto dos cidadãos), mas era humor. E foi isso que ninguém soube apreciar.

[José Mário Silva]

Muito mais adiantados

quarta-feira, abril 19, 2006
Os nossos irmãos galegos dedicaram ao humor um museu inteiro. Nós aqui não queremos saber do espólio que fica, nem dos horários de visita, o humor que nos interessa é o que ainda está para vir.

Crítica, precisa-se

terça-feira, abril 18, 2006
Num comentário a este post, um leitor não identificado pede que não convidemos só críticos de humor para debater o futuro do mesmo. Mesmo sem serem convidados, gostávamos de os ter na plateia, nas caixas de comentário, no nosso e-mail, nas colunas dos jornais portugueses, num frente-a-frente moderado por Mário Crespo, em blogues especializados, em seminários periódicos, a discursar para uma multidão junto à saída de cima da estação de metro Baixa-chiado.

Ficha técnica do próximo encontro no São Luiz:

segunda-feira, abril 17, 2006
Convidados: Rui Tavares e Ferreira Fernandes.

Moderador: Nuno Costa Santos.

Agente provocador: Nuno Artur Silva.

Briefing
: Prevê-se uma conversa solta sobre o futuro da comédia, com duas pessoas que fazem uso do humor nas suas actividades - a bloguística, ensaística e (agora) cronística, no caso do Rui Tavares; a cronística e jornalística (no caso do Ferreira Fernandes). Procurar-se-á responder a perguntas como: "De que Falamos Quando Falamos de Humor" e "O que é que nos fará rir daqui a 50 anos?".

Páscoa, 1979

quinta-feira, abril 13, 2006



Paralela à história oficial, a vida de Brian.

Something completely different?

Pythonline.

Consulte também os arquivos

quarta-feira, abril 12, 2006
Os lugares do humor nos tempos idos da explosão da blogosfera portuguesa, algures em 2003, eram aqui e aqui (além de todos os outros blogues, post sim, post não).

Duelo nas eleições italianas (uma paródia)

terça-feira, abril 11, 2006

Western Spaghetti, por Stephane Peray

Voltando ao assunto

domingo, abril 09, 2006
Ao assunto do humor, claro. Estas Confissões dão sempre um bom início de conversa.

A propósito

quinta-feira, abril 06, 2006
O próximo futuro em debate no Jardim de Inverno é o do humor.

Ouvido no Jardim de Inverno (6)

Frank Black foi o único intérprete que me deu esperança de poder vir a ser vocalista.

Pedro Mexia

Ouvido no Jardim de Inverno (5)

quarta-feira, abril 05, 2006
Se fizessemos um rastreio das habilitações literárias da nata musical portuguesa, o resultado dava para formar dois governos.

João Lisboa

Ouvido no Jardim de Inverno (4)

terça-feira, abril 04, 2006
Não se pode desligar a nossa vida da música que ouvimos. Falar do futuro da música pop, não será também falar da nossa vida sentimental e sexual?

Nuno Costa Santos

Ouvido no Jardim de Inverno (3)

segunda-feira, abril 03, 2006
Com um download podemos descarregar toda a música deste século.

Mário Lopes

Relato da última sessão

domingo, abril 02, 2006
MÚSICA POP, O FUTURO DA ENORME MOULINEX ESTÉTICA

Pedro Mexia quis começar o debate com um ponto prévio; antes dele, vamos ao nosso. Os que rumaram ao S. Luiz na quarta-feira passada sabem que é impossível reproduzir o que por lá se passou com exactidão. Os que não foram ficarão para sempre sem conhecer os mais de quarenta nomes de artistas pop deixados cair por todos os intervenientes ao longo da sessão, o modo como cada convidado marcava com o pé ou a mão o ritmo da faixa escolhida para ouvir, a mordacidade em directo de João Lisboa. (Também fica de fora deste relato a luz no Jardim de Inverno, que agora é dia até mais tarde e há menos desculpas para faltar a mais um encontro sobre o futuro de qualquer coisa – talvez da Soraia Chaves, como pedia o moderador.)

Começou, então, o Pedro Mexia por perguntar o que é isso de música Pop, categoria que integra o rap, Leonard Cohen e Britney Spears. Para João Lisboa, crítico do Expresso, «é conceito muito cheio e simultaneamente vazio». A expressão fez sentido quando foi cunhada nos anos 60, partia do rock’n’roll e abarcava muitas outras coisas diferentes (das experiências a partir do folk às canções de autor). Hoje em dia, tem uma função agregadora: «usa-se para chamar o que não é jazz, não é clássica, não é world music; pode usar-se como referência a coisas que não preenchem o top ou vendem milhões: uma banda ou um artista com público pequeno, num mercado enorme, pode sobreviver».

Nuno Galopim, que além de dirigir o suplemento , do Diário de Notícias, assina um programa na rádio Radar, disse que a música que espalha no éter não é pop em termos de vendas. «Pode vir a ser pop na medida em que novas experiências hoje podem vir a ser pop daqui a uns anos. No programa da Radar há novo, mas também antigo. A ideia é habituarmos o ouvido ao que vai acontecer.» O termo pop é um palavrão quando é associado ao que se vende, muitos músicos consideram-no um insulto porque sentem que a pop é Britney Spears e Anastacia.

Mário Lopes, o mais novo dos críticos da mesa e que exerce no Público, contou como a pop nasce a partir do momento em que há uma emergência da cultura juvenil. E prosseguiu: «Hoje, chamamos pop ao heavy metal dos Napalm Death e ao Scott Walter. Os grandes movimentos massivos como o punk e o psicadelismo foram reduzidos aos tops e às rádios do nosso descontentamento, perdeu-se a pop no sentido lúdico e variado.» Nos anos 60 e 70, vendiam mais discos os mais criativos (Beatles, Stones, Beach Boys), os Velvet Underground vieram acabar com isso (eram criativos e não vendiam assim tanto) e as gerações seguintes consomem música de modos menos obcecados. A música pop em 2006 reflecte este percurso.

Retomando uma ideia de Mário Lopes, «a impossibilidade de existirem hoje grandes movimentos», Pedro Mexia lançou uma nova pergunta: «em que medida é que estando tudo inventado nos limitamos a fazer cruzamentos, homenagens, pastiches; não haverá um sentimento de exasperação na música mais recente?»

Em resposta, João Lisboa recuou até à pré-história: daí até Agosto de 1952 (altura é que apresentado publicamente pela primeira vez o 4’33’’, de John Cage), há um percurso evolutivo da linguagem musical que termina. «Abriu-se um espaço de silêncio que pode ser habitado por qualquer tipo de som. Desde então, tudo pode ser música, começou uma nova era.» Em termos de linguagem musical, a música pop rock é muito simples, muito convencional. E, segundo o crítico, as linguagens musicais convencionais, tradicionais, têm tendência para o esgotamento de géneros que morreram, numa reprodução infinita que não traz nada de novo. «O rock, por exemplo, tende a ser cada vez mais a reciclagem de coisas, em ciclos cada vez mais apertados. No entanto, acontece dessa enorme Moulinex estética saltarem uns salpicos.» Esses salpicos podem ser cruzamento de géneros, o último que João Lisboa ouviu foram os Clap Your Hands Say Yeah. Segundo Nuno Galopim, para esta reciclagem, não necessariamente má, contribuem a criação de híbridos, sim senhor, mas também «o nascimento de novas ferramentas: guitarra eléctrica, sintetizador, transformação do gira-discos numa máquina de fazer música.»

Para João Lisboa, a Internet funciona como consciência histórica dos melómanos, e «contribui para um saber enciclopédico e nostalgia do não-vivido». Lisboa está cada vez mais convencido de que «num futuro próximo, no prazo de anos ou menos, a música gravada (e o que isso envolve no que respeita ao conceito de edição) vai acabar ou ser reduzida às edições especialíssimas do vinil». O que pode querer dizer que os músicos não poderão dar um passo que não seja facturável pelas editoras que assim compensarão a quebra de vendas. E nesse caso, o que acontecerá às editoras independentes? «É preciso que criem algo como uma ética do fã que se compromete a não fazer downloads ilegais.» Galopim vê na Rede uma «ferramenta fundamental para descobrir mais música, mais depressa», já que proporciona uma súmula de informação que há 25 anos era impossível. No entanto, fez questão de afirmar, é um «legalista convicto»: «se não se inventarem mecanismos de monitorização, as editoras transformam-se em gestores de fenómenos paralelos à música. Os concertos, por exemplo, podem ser ainda mais caros do que já são».

A puxar o debate para território luso, Nuno Costa Santos falou de Dead Combo, novo fado, rap, e Humanos, para perguntar depois: «será que o futuro da pop portuguesa ficou em causa quando o João Loureiro abandonou os Ban para ser presidente do Boavista?»

Nuno Galopim acha que talvez os vocalistas tenham um futuro mais simpático e mediático no mundo do futebol. E sobre o panorama actual afirmou que «há coisas interessantes a acontecer e outras menos interessantes». O jornalista disse ainda achar que o mais inovador a acontecer na música portuguesa está no jazz e nos instrumentais. Além disso «há bom fado e reivenções más, ainda estamos à espera do Gotan Project português». Galopim confessou que 2005 foi um dos piores anos para a música portuguesa e que não acredita que «o balão de oxigénio da música portuguesa esteja no hip hop: ainda estamos no início, era bom que cortassem na verborreia, não há tanta renovação como nos estão a querer vender». No outro canto da mesa, João Lisboa achou que o problema da música portuguesa é o excesso de habilitações: há demasiados advogados, médicos, engenheiros. «O investimento desesperado na coisa musical é sempre pouco. Tom Waits dizia que nunca se deve dar um concerto com a carteira no bolso, deve-se tocar como se não se tivesse dinheiro. Somos um país de designers e estilistas a servir à mesa».

Mesmo antes das alegações finais, o moderador quis discutir a actividade exercida pelos convidados. Perguntou-lhes sobre as suas embirrações e sobre o que achavam delas como ponto de partida para uma crítica. Nuno Galopim respondeu que de uma embirração pode resultar um bom texto. Quanto a alvos, embirrou durante muitos anos com os Delfins, prefere agora Ben Harper e Coldplay. Mário Lopes assumiu que contra a sua geração não gostava de Pixies. A verdade é que, confessou no Jardim de Inverno, durante muitos anos «não ouvia música composta depois de 1973 e achava o fenómeno à volta da banda de Frank Black demasiado exagerado».

João Lisboa é conhecido por ter uma longa lista de embirrações (às quais se refere com mimos como «chinela fedorenta da folk»), Pedro Mexia salientou Belle and Sebastian e perguntou ao crítico o porquê da aversão. Foi um dos momentos altos do debate, quando João Lisboa explicou que os Belle and Sebastian são «insuportáveis, queridos, fofinhos, se os ouvirmos daremos todos as mãos e esta mesa levitará». Ouvimos, de facto, mas da assistência o fenómeno da levitação não foi visível, talvez porque o exemplo escolhido não fosse dos mais «choninhas». Pedro Mexia explicou que os Belle and Sebastian também eram arrumados sob esta etiqueta e perguntou se havia muitos mais exemplos deste género. Infelizmente, segundo João Lisboa, sim, há muitos mais, «a espécie humana não aprende, recicla infinitamente os seus próprios erros, sempre de forma cada vez mais entropizada».

Outra embirração do crítico do Expresso são os Strokes. Lisboa, deu-se ao trabalho de, num texto publicado, fazer uma arqueologia de cada tema de um dos álbuns, explicando, faixa a faixa, onde tinham ido «roubar, copiar, expropriar», para depois reproduzir. João Lisboa concluiu que os Strokes são um exemplo de um Frankenstein que correu mal, «aplica-se a corrente e o animal continua morto».

Sobre os Strokes e do label que lhes colam, remake remodal, Nuno Galopim comentou: «"remake remodal" é uma boa canção dos roxy music... além disso, reabriu as portas de quem edita discos ao novo rock e os Strokes, sobretudo com o primeiro álbum, tiveram nisso alguma importância». Quanto a fazer o que já foi feito, Mário Lopes acha bem; «na música pop, tudo depende do momento». No entanto, acrescentou que não concorda com a etiqueta remake remodal para a banda. «Isso é dito pela memória de quem ouve, é dito pelas mesmas pessoas que receberam nos anos 80 os Jesus and Mary Chain como uma banda inovadora, quando na verdade estavam mais perto dos Velvet Underground do que estão hoje que os Strokes.»

No fim do tempo, discutiu-se o tempo. Nuno Costa Santos, na sua última intervenção, lançou ainda uma pergunta: «a pop não servirá precisamente para fazer uma música que é a música de um momento da nossa vida e depois se deita fora», mesmo que seis meses depois? «Sim, os Táxi fizeram isso nos anos 80: mastiga-se e deita-se fora», a respondeu Nuno Galopim, «a pop é por definição efémera». Quanto a Mário Lopes, «o tempo faz a depuração, há qualquer coisa que se destaca e fica». E há fenómenos que não se entende: «por que é que se convencionou que o Sargent Pepper’s... era o mais importante álbum dos Beatles, quando é brilhante, mas não o melhor?» A Pedro Mexia preocupa-o o tempo que passou há pouco tempo, os anos 90: o que aparecia então como movimento, ou se diz hoje que afinal não era ou tem um imenso desprestígio crítico, como é o caso do grunge. «Como é que de repente tudo isso é lixo?», interrogou Mexia.

Mário Lopes acredita que aconteceram várias coisas importantes nos anos 90, mas considera que «o grunge é uma criação fictícia de uma cena, não são as bandas mais interessantes que convivem com os Nirvana que saltam para a ribalta, os Nirvana eram o lado bom do grunge». Nuno Galopim, que anda por cá há mais tempo, relativizou: «estamos na fase de dizer mal dos anos 90, é sempre assim, durante muito tempo fizeram isso com os anos 80». Para Galopim, a verdadeira questão é a que deixou no ar: «que anos 90 vão ser reinventados, quando chegar a altura, os 90 de Alice in Chains ou os de Tricky?» E foi assim que regressámos a casa, já de noite, e deitámos os olhos à pilha de cds: qual será o próximo objecto da nossa nostalgia?


[Margarida Ferra]

13 anos e um livro

sábado, abril 01, 2006
Não é mentira: hoje é dia de festa. As Produções Fictícias andam por aqui a fazer coisas há 13 anos, para assinalar a data é hoje lançado o livro «Produções Fictícias - 13 anos de insucessos», de Inês Fonseca Santos, com a chancela da Oficina do Livro. Da página 310 à 314 conta-se como foram quatro anos de «É a Cultura, Estúpido!».