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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Uma questão de gosto

«Estou no fundo da loja a tentar arrumar um bocado as coisas, quando ouço uma conversa entre o Barry e um cliente: homem, de meia-idade, a avaliar pela voz, e de modo nenhum um tipo da moda.
- Estou à procura de um disco para a minha filha. Para lhe dar nos anos. "I Just Called To Say I Love You". Têm?
- Temos, pois - responde o Barry. - Claro que temos.
Eu sei que o único single do Stevie Wonder que temos de momento é "Don't Drive Drunk"; temo-lo há séculos e nunca conseguimos ver-nos livre dele, nem por sessenta pence. O que é que ele quer?
Vou até lá para ver o que se passa. O Barry está para ali de pé, a sorrir para o homem; o tipo parece estar um bocado embaraçado.
- Então podia arranjar-mo? - pergunta ele com um meio sorriso de alívio, como se fosse um rapazinho a quem tivessem lembrado que devia dize "por favor" à última hora.
- Não, sinto muito mas não posso.
O cliente, mais velho do que me pareceu no início, e que traz um chapéu de lona e uma gabardina bege suja, fica para ali especado; para começar eu nem queria entrar neste buraco diabólico, ainda por cima tratam-me mal, vemo-lo pensar.
- Porquê?
- Porque é sentimental, pegajoso, só por isso. Acha que isto parece o tipo de loja para vender a trampa do "I Just Called To Say I Love You"? Agora ponha-se a andar e não nos faça perder tempo.»


De Alta Fidelidade, de Nick Hornby, traduzido por Maria Augusta Júdice para a Teorema.
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