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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Sobre um governo iluminado

Os ministros eram tantos que nas reuniões gerais era necessário contratar um daqueles funcionários dos cinemas cuja função é levar o espectador até ao seu lugar marcado.

Como o conselho de ministros, por tradição secular - tal como os filmes - decorria às escuras, o funcionário com a sua lanterna era (literalmente) o único que via algo à sua frente.


Cada ministro chegava e o funcionário conduzia-o, sempre guiado pela lanterninha, através de várias filas, até ao seu lugar no conselho de ministros.


- Nesta fila, a terceira cadeira a partir de lá.


Pedindo desculpa aos outros ministros, o recém-chegado lá ia, mais pisadela menos pisadela, para o seu lugar.


Mal o homem da lanterna saía, a sala ficava absolutamente sem luz; e transformara-se por isso num acto normal o Chefe dizer, de imediato, acalmando com a voz os seus companheiros:


- Estou aqui, estou aqui!


Depois de, pelo som, localizarem o Chefe, a reunião começava.


O Senhor Kraus, de Gonçalo M. Tavares, Caminho, 2005
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