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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Política e terror nas cidades modernas

No Shinning de Kubrick, que representa o labirinto com os corredores infindáveis de um velho hotel, temos a convivência com o mal, com o minotauro que, afinal, tem uma forma humana, estando inteiramente à solta. Ao não haver exterior, nada de fora que nos salve, a atmosfera torna-se de terror, exigindo a máxima coragem no máximo medo, tornando-se estranho o que nos é mais familiar - a família. Daí o grito angustiado de Maupassant, «J'ai peur de moi».

Este grito é o sinal do retorno do terror, que hoje vagueia à solta nas cidades modernas. É com esta situação paradoxal que se defronta a razão política, hoje, procurando respostas no trabalho do medo das máquinas de «isolamento óptico». Mas tal razão política será sempre insuficiente se não compreender a sua implicação com o terror, que deve sempre ser contido por um trabalho permanente. (...) O outro é a diferença em relação a nós, é o que nos dá a força fora de nós, mas que, também, enquanto terror puro, pode ser a nossa negação total e absoluta - é o momento em que o terror sai do labirinto humano em que o procuramos conter, e se apresenta nu diante de nós.


José Bragança de Miranda, «Política e Modernidade - linguagem e violência na cultura contemporânea», Edições Colibri, Março de 1997
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