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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Diálogo (um dia antes das eleições)

- Essa coisa de ganhar balanço levando o voto a todos os espaços e a todos os momentos.
- Estamos no século da democracia: a população deve ter voz sobre todas as coisas.
- Até aqueles cuja voz...
- Até esses.
- Portanto: a população decidia tudo.
- Falava, por exemplo, de um jogo de futebol.
- Jogo que não passa de uma ditadura dos jogadores.
- O que propõe então é...
- Vou repetir: que a decisão seja dos espectadores do jogo, não dos jogadores.
- Muito bem.
- Em vez de 22 jogadores mais um árbrito decidirem, seriam 30 000 espectadores a fazê-lo. Por voto. É uma grande diferença. É só fazer as contas.
- Só valeriam os votos dos espectadores no Estádio?
- Sim.
- É justo.
- E uma excelente maneira de levar as pessoas a ver o jogo. Iriam decidir mesmo o resultado. Valeria a pena a deslocação. Não me parece justo deixar algo tão importante - como o resultado de um jogo - apenas nas mãos (ou nos pés) de menos de uma dúzia de cidadãos.
- Neste caso designados como: jogadores de futebol.
- Exactamente.
- O resultado dos jogos seria então determinado não por habilidades momentâneas, mas por decisões reflectidas da população.
- Parece-me justo, estamos no século do cérebro e do voto.
...
- Um jogo de futebol decidido pelos votos da população (dos espectadores em particular) e não pelos golos dos jogadores! São alterações como esta que transformam um país pouco desenvolvido num país avançado.
- São.
- Em vez de decisões com o próprio joelho, em vez de decisões deste tipo, musculares, físicas, não cerebrais e não democráticas, passar para decisões alargadas.
- Cada jogo de futebol seria assim uma espécie de referendo.
- Sim, mas atenção: primeiro teria de se jogar.
- Os jogos fazem falta.
- As decisões seriam depois do jogo - e os indivíduos sérios iriam decidir-se pela vitória de uma ou de outra equipa, independentemente dos golos, e não influenciados por paixões que pudessem existir antes, mas sim após uma reflexão lógica sobre o que aconteceu.
- Manter um jogo apaixonante já não é digno de um século onde a racionalidade exige outro tratamento dos acontecimentos.
- Exacto.
- Racionalidade e democracia, importância da opinião e do voto de cada cidadão: eis o futebol do próximo século.
- É justo.
- Quanto às eleições para decidir quem governa o país?
- Ah, sobre isso a minha opinião é que se deveria fazer um jogo de futebol à antiga: cada Partido escolhia onze jogadores e a equipa que marcasse mais golos ia para o governo.
- Parece-me sensato e racional.
- Digno deste século.
- Sim. Dignp deste século


O Senhor Kraus, de Gonçalo M. Tavares, Caminho, 2005
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5:03 da tarde

a violência e o fanatismo são votos com os quais os espectadores de futubol decidem um jogo. mas não podemos esquecer que o "apito dourado" também faz campanha.

antónio morais    



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