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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Artigo 31

Todo o ser humano tem o direito de não considerar nada sagrado.

1. Nada é sagrado. Nenhuma ideia, nenhuma opinião, nenhuma crença deve ser poupada à crítica, à derisão, ao rídiculo, ao humor, à paródia, à caricatura, à contrafacção. «Repeti-lo-ei em todos os tons, escrevia já Georges Bataille, o mundo só é habitável na condição de nada nele ser respeitado».

(...)

2. A fruição anula o sagrado.


Da Declaração Universal dos Direitos do Ser Humano, de Raoul Vaneigem, editada pela Antígona em 2003, traduzido por Luis Leitão.
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