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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Da incompetência e das verdades

«Até aos doze anos sempre pensara que os pais faziam um matrimónio feliz. Joana ralhava todos os dias com a criada, e isso dava-lhe uma formidável sensação de força, quase de perigo. as pessoas que estão descontentes com as escolhas que fazem precisam de se rodear de pequenas provocações, como insultar alguém ou falar alto nos lugares de certa cerimónia - a igreja, por exemplo. Notava-se que Joana era uma pessoa intimidada por um destino que não era capaz de vencer, porque estava sempre prestes a "dizer as verdades". Nas sociedades imaturas, dizer as verdades (e, o que é mais, julgá-las) é um processo de incompetência. Quanto mais as pessoas são incompetentes, mais se comprometem com dizer as verdades. Não vale de nada dizer as verdades; o princípio da incerteza vela para que elas não causem nenhum efeito nos bons e nos maus.»

Agustina Bessa-Luís, Jóia de Família, Guimarães, 2001
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