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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

O futuro em 1996

«A sala é circular, em forma de meia-lua, decorada num estilo anti-sibarita e neo-pulp, característico das astronaves imaginadas nos anos cinquenta. Ao contrário dos outros compartimentos, aqui ninguém respeita a necessidade física de conforto. É uma zona toda ela feita por bonecos, destinada a sentar bonecos. Cadeiras de espaldar de ferro arrumam-se junto de mesinhas de pernas esguias e tampos vítreos. No chão não se vêem carpetes, alcatifas ou tapetes. Apenas ladrilhos geométricos em arranjos infinitos. Das paredes pendem quadrantes onde pisca uma quantidade inútil de luzeiros. E no fundo da sala, claro, lá está o inevitável painel energético que liga o mundo de ar às profundidades marinhas do ecossistema zotifix. Vindos dessa bolha aquática, centenas de filamentos viscosos e brilhantes como arames cobertos de pez, ornados de minúsculos grampos e ventosas, aderem à forma sorridente de um boneco de borracha sentado à secretária.»

In Terrarium, um romance em mosaicos de João Barreiros e Luís Filipe Silva, publicado pela Caminho, em 1996.
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