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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Raciocínio dedutivo e um bocadinho tortuoso

Se o Grande Terramoto de 1755 não tivesse acontecido, a cidade de Lisboa não teria sido parcialmente arrasada. Se a cidade de Lisboa não tivesse sido parcialmente arrasada, a reconstrução da Baixa não teria sido o que foi, quando foi e como foi. Se a reconstrução da Baixa não tivesse sido o que foi, quando foi e como foi, não haveria uma Rua dos Douradores como a que existia na primeira metade do século XX. Se não houvesse uma Rua dos Douradores como a que existia na primeira metade do século XX, nela não viveria e trabalharia, num ensimesmamento genial, um ajudante de guarda-livros chamado Bernardo Soares. Se nela não vivesse e trabalhasse, num ensimesmamento genial, um ajudante de guarda-livros chamado Bernardo Soares, não teria chegado até nós, através do processo virtual da heteronimia pessoana, o fabuloso Livro do Desassossego.
Julgo que hoje devíamos estar agradecidos aos fenómenos tectónicos que produziram o Grande Terramoto de 1755 e, por ínvios caminhos, o pequeno terramoto literário de Bernardo Soares.

[José Mário Silva]
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