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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Para que serve a literatura?

«As obras literárias convidam-nos à liberdade de interpretação porque nos propõem um discurso a partir dos inúmeros planos de leitura e nos colocam perante as ambiguidades da linguagem e da vida. (...)
[Mas] em relação ao mundo dos livros, proposições como Sherlock Holmes era solteiro, a Capuchinho Vermelho foi devorada pelo lobo mas depois libertou-a o caçadoe, Anna Karenina mata-se, permanecerão eternamente verdadeiras e nunca poderão ser refutadas por ninguém. Há pessoas que negam que Jesus fosse filho de Deus, outras que inclusivamente põem em causa a sua existência histórica, outras que afirmam que é o Caminho, a Verdade e a Vida, outras ainda que consideram que o Messias ainda está para vir e nós, seja como for que pensemos, tratamos com respeito estas opiniões. Mas ninguém tratará com respeito quem afirmar que Hamlet se casou com Ofélia ou que o Super-homem não é Clark Kent.(...)
O mundo da literatura é de molde a inspirar-nos a confiança de que há algumas proposições que não podem ser postas em dúvida, e oferece-nos, por isso um modelo, imaginário até onde quisermos, de verdade. (...)
A função dos contos "inalteráveis" é justamente esta: contra todos os nossos desejos de mudar os destino, dão-nos palpavelmente a impossibilidade de o alterar. E assim fazendo, seja qual for a história que contem, também contam a nossa e por isso os lemos e amamamos. Temos necessidade da sua lição "repressiva". A narrativa hipertextual pode educar-nos para a liberdade e para a criatividade. É bom, mas não é tudo. Os contos "já feitos" ensinam-nos também a morrer.
Creio que esta educação para o Fado e para a morte será uma das principais funções da literatura.»


De «Sobre algumas funções da literatura», in Sobre Literatura, de Umberto Eco, traduzido para Difel por José Colaço Barreiros (2003)
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