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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

O marinheiro

Na peça "O Marinheiro", de Fernando Pessoa, uma veladora conta a história de um sonho que teve com um marinheiro que tinha naufragado e ido dar a uma ilha longínqua e deserta.
"... Como elle não tinha meio de voltar à pátria, e cada vez que se lembrava d'ella soffria, poz-se a sonhar uma pátria que nunca tivesse tido". Minuciosamente, durante anos e anos, sonhou essa pátria de sonho: os sítios, as pessoas, as suas vidas e as suas histórias, tudo.
Um dia quis recordar a sua pátria verdadeira mas viu que não se lembrava de nada. A única pátria de que se lembrava era a pátria que tinha sonhado.
No relato da veladora, um dia, um barco passou pela ilha e não estava lá o marinheiro. Depois o sonho desvanece-se e a veladora e Pessoa não nos dizem para onde foi e o que aconteceu ao marinheiro.
Eu sempre imaginei outro final para a história: querendo recordar a sua pátria verdadeira, o marinheiro sonhou que, um dia, partia da sua pátria de sonho, se tornava marinheiro e acabava por naufragar e ir parar a uma ilha longínqua e deserta. E "...Como elle não tinha meio de voltar à pátria, e cada vez que se lembrava d'ella soffria, poz-se a sonhar uma (outra) pátria que nunca tivesse tido".
Esta história como a outra é infinita.


Nuno Artur Silva, As Passagens do Tempo, Cotovia, 2000
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10:56 da tarde

é o drama estático. Um conceito contraditório, mas que valoriza a fruição do texto.    



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