Será que veremos a televisão do futuro em televisores?

Duvido. A TV enquanto electrodoméstico tem os dias contados (apesar dos progressos do plasma, do LCD, das plataformas digitais, etc). A tendência será para que o ecrã se torne cada vez mais pequeno — fundindo-se com os telemóveis, os leitores de mp3, as consolas portáteis — e cada vez maior (paredes das salas de estar, abóbadas do metro, fachadas dos prédios). Lembram-se do filme Minority Report?
Como o João Lopes poderá explicar com outro rigor na sessão desta tarde, para haver um ecrã basta que exista uma superfície. E o mundo tem infinitas superfícies à espera de serem ocupadas por imagens em movimento. Imagens que ainda não existem, imagens de coisas por inventar, mas que já sentem o cinema e a televisão tradicionais como espartilhos anacrónicos onde inevitavelmente deixarão de caber.
[José Mário Silva]
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