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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Relato da sessão de ontem

Treze anos depois do aparecimento da primeira estação privada de televisão, mudou o modo como olhamos para o pequeno ecrã. Além dos canais generalistas, o cabo trouxe-nos uma infinidade de canais temáticos, que querem ser feitos à medida de todos os gostos. Com o telecomando na mão, somos o nosso próprio programador, do mesmo modo que zapamos de linque em linque quando navegamos na Internet.

No regresso do É a cultura, estúpido!, falou-se de um tempo onde as imagens se multiplicam, projectando-se num número cada vez maior de superfícies/ecrãs. Mas compreenderemos melhor o mundo (perguntou João Lopes)? Podemos realmente escolher o que vemos (duvidou Daniel Oliveira)? Se à primeira questão não houve quem conseguisse responder; na segunda, as opiniões, previsivelmente, dividiram-se. Daniel Oliveira, Nuno Artur Silva, João Lopes e Emídio Rangel concordaram que o cardápio imagético aumentou consideravelmente com a chegada da televisão por cabo e o uso massificado da Internet. Daniel Oliveira prefere ver a televisão como um problema: um problema social, porque esta maior oferta, pulverizada, é apenas acessível a alguns, enquanto a que se dirige a todos é cada vez mais pobre, menos interessante, mais fácil. Emídio Rangel parece acreditar que é uma questão de gosto: muitas pessoas fazem uma audiência, todos juntos sabem o que desejam ver e nunca deixarão de preferir o prato do dia, já feito, oferecido pelos canais generalistas.



O que é isso de canal generalista também foi assunto de discussão, num ponto de ordem introduzido por João Lopes, com uma referência à primeira frase do filme The End of Violence, de Wim Wenders: «Define violence». Ou neste caso, «defina-se generalista». Máximo denominador comum, no que respeita aos números dos que assistem; mínimo denominador comum, no que respeita à qualidade – Daniel Oliveira e Emídio Rangel viram, em momentos diferentes do debate, dois planos da mesma realidade: o público que interessa aos anunciantes do prime time. Mesmo acabada tal como a conhecemos, há qualquer coisa que se mantém: reconhecer a televisão como fundadora de mitos, imagens, histórias que integram o património audiovisual do país, obrigando a repensar o papel do Estado na televisão, chamando-o a co-produzir este imaginário e a guardar depois o espólio – foi assim que Nuno Artur Silva recolocou a questão do serviço público, muito para lá das audiências do momento e para lá da dúvida antiga «um ou dois canais de serviço público» (aqui respondida pelo plural, ainda que com reservas). Na mesma linha de pensamento, João Lopes reconhece a força da televisão ao inculcar os valores culturais de um país. Preocupa-o, por isso, o peso dos reality shows e das telenovelas no chamado horário nobre. Preocupa-o também o investimento excessivo nos estádios de futebol construídos para o Euro2004 – o equivalente a 1000 filmes de cinema português convertidos em betão.

À saída do São Luiz, alguns espectadores apressaram o passo, de forma a chegarem a casa ainda a meio dos telejornais. Havia outros curiosos com o resultado do jogo do Benfica para a Taça, transmitido àquela hora pela estação pública. Aos poucos, o Jardim de Inverno esvaziou-se; até só ficarem os protagonistas do debate, a prestar os últimos depoimentos a uma equipa de reportagem do segundo canal.

Margarida Ferra

[Em próximos posts: um pouco mais do que disseram os convidados, um por um.]
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11:05 da manhã

Aqui está um excelente trabalho que faltava fazer. Recolha preciosa, aquela feita por este e outros posts. Parabéns.    



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