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É a cultura, estúpido!

Na última quarta-feira do mês, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz.

Ecos da última sessão - Daniel Oliveira

«Quis fazer o exercício de tratar a TV como um problema. Em Portugal é um problema maior porque assume uma importância maior, a televisão tem um peso político maior. Estamos a assistir a uma lumpenização da TV. A expansão do cabo e da Net arrebanha públicos especializados e respectiva publicidade, para as generalistas fica o resto. Crescem os nichos e a publicidade pode dirigir-se apenas ao público que interessa. Assistimos a uma estratificação social da televisão: a generalista vai sobreviver mas será a televisão dos pobres, o Minipreço do audiovisual. A televisão por cabo é complementar das generalistas, é feita pelas mesmas empresas, mas para um público com maior poder de compra e gostos específicos. No momento em que a televisão por cabo passar a ser livre ou irrisoriamente paga, passa a haver a codificação da informação. Tudo isto tem um efeito na programação: passa a ser regida por um mínimo denominador comum, sobra para a televisão generalista o que é barato.
O problema é que quando falamos de televisão, falamos de pessoas, as pessoas que vêem televisão. Nunca, como agora, o consumo foi tão diversificado e tão massificado. Nunca tantas pessoas viram o mesmo filme e nunca houve tantos filmes para ver. Nunca as elites tiveram tanta liberdade de escolha, nunca as não-elites tiveram tão pouca. A televisão generalista tende a ser a televisão gratuita, mais livre e menos democrática.
Mesmo que o público seja o mesmo, não é igual querer ver um filme e ir ao cinema ou parar num filme emitido por determinado canal e vê-lo. É a diferença entre uma escolha preparada, que exige esforço, e uma escolha fácil. Na programação generalista há um máximo denominador comum: o maior número de pessoas possível a assistir a um programa num determinado horário. O programador pensa: "como é que vou conseguir uma parcela importante destes espectadores para mim?"
O serviço público deve ser feito com dois canais do Estado, desde que o segundo não seja o álibi para que o primeiro não faça o que tem a fazer. A televisão pública tem como função concorrer com a privada. Nomeadamente no que diz respeito à informação. Nas democracias actuais há peso excessivo da televisão, a televisão produz sociedades com Alzheimer, onde não há memória. As coisas acontecem agora, a informação televisiva dá-nos a ilusão de uma catástofre permanente. Daqui resulta uma sociedade de pessoas frustradas, porque nunca o ritmo de vida comum será o ritmo da vida em televisão.»
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